Mais rápido do que esperava, o terceiro trimestre chegou. No terceiro trimestre eu viajei para fora, recebi visita de amigos, fiz passeios, trabalhei, malhei e lógico: cansei mais do que o normal! kkkkkk
Quero dividir com você como me senti, o que fiz e um pouco do que aconteceu.
Comecei a escrever esse texto na metade da semana 34 e como você vai ler ao longo desse post, meus últimos meses de gestação foram cheios de mudanças e surpresas.
Mudanças no corpo
A estrela do segundo trimestre é a barriga, sem dúvida!
Nos outros meses o peito já tinha crescido, meus braços, pernas e quadris mudaram.. mas aí chegou essa fase e a barriga cresce tanto que a impressão que dá é que o resto diminuiu kkkkk
Uma coisa curiosa é que apesar de eu estar maior, comecei a ficar mais tranquila ainda em relação à estética. Não sei explicar, mas meio que ver a barriga tão grande me trouxe uma sensação de “é, estou grávida.. sao poucos meses de uma vida longa, não vou me preocupar em não estar como era”.
Nesse período também fiquei mais inchada, principalmente nas pernas, mas em alguns dias nas mãos e rosto também. Acordava com dores na mão de inchaço, mas logo depois que levantava da cama já melhorava.
Para o inchaço do rosto (mais no início do dia também), eu fazia drenagem manual eu mesma, seguindo esse video aqui.

Apesar da barriga crescendo e de estar levando mais peso, continuei dormindo relativamente bem.
Relativamente porque mudar de posição à noite ficou mais desafiador e algumas posições ficaram mais incômodas. As idas ao banheiro ficaram mais frequentes, mas conseguia pegar no sono com facilidade depois.
Então, tirando uma noite ou outra, dormir ainda foi tranquilo!
Como eu estava até a semana 34:
Metabolismo
Entrando no terceiro trimestre comecei a sentir mais cansaço e um pouco de fraqueza.
Fiz exames de sangue para monitorar o ferro e alguns outros indicadores, e meu ferro deu baixo. Então, comecei a suplementação um pouco antes de viajar para a Italia (fui para lá com 30 semanas e ficamos 10 dias).
Pela manhã era quando mais me sentia cansada, mas depois a energia engrenava e conseguia ficar bem e disposta.
Voltamos para casa e logo em seguida recebemos visitas, fizemos chá de bebê da Nina e a programação intensa me mostrou que precisaria descansar mais vezes ao dia.
Também fiquei com mais sono e as sonecas durante o dia eram mais frequentes.
Fora isso, a azia voltou. Tinha que comer porções menores e mais frequentes para evitar o desconforto e dormia com o tronco mais alto também.
Mudanças no paladar
Continuei comendo praticamente as mesmas coisas, mas tinha mais vontade de comer carboidratos do que o resto.
Pão, macarrão, arroz e feijão… era o que queria!
Além disso, continuei com vontade de frutas como melão e abacaxi (acho que comia 1 abacaxi a cada 4 dias kkkk).
Desejos
Algo que achei curioso foi como tive vontade de comer chocolate nas primeiras semanas do terceiro trimestre!
Não lembrava de ter tido vontade de chocolate como tive nessa época.. também queria mais coisas doces como doce de leite, bolo caseiro, até biscoito um dia eu quis. Mas aí fui no mercado e não gostei de nada, voltei sem comprar e acabei não comendo o bendito biscoito kkkkkk
Mudanças emocionais
Com certeza a proximidade da chegada da Nina com as últimas semanas estando grávida trouxeram mudanças.
Ao mesmo tempo em que estava super animada e ansiosa para conhecer ela, já imaginando como seria o parto, querendo ter tudo arrumadinho para a hora, tenho um sentimento de “tá passando muito rápido e daqui a muito pouco tudo vai mudar completamente e eu não sei se vou saber o que fazer”
Um misto de quero que chegue logo com quero que demore mais!
Na consulta que fiz na semana 33, o percentil da Nina deu abaixo de 10% e por isso comecei a ser acompanhada por obstetras do hospital (até então estava com acompanhamento das midwives).
Com esse novo cenário, ficamos sabendo que não esperaríamos dar 40 semanas ou mais, pois com bebês pequenos o mais indicado é fazer um parto induzido entre 37 e 38 semanas.
Essa notícia também me trouxe um misto de emoções e uma nova gama de preocupações.
Passei alguns dias tendo esse tema na cabeça de forma ininterrupta e percebi que minha vida já tinha mudado. A preocupação com o bem-estar e saúde da minha filha já era algo enorme em mim, mesmo sem nem ter visto o rostinho dela ou segurado no colo.
Conversei com amigas e amigos, com minha terapeuta, minha mãe, meu marido e sempre que via que estava me preocupando muito a ponto de começar a ficar triste, procurava falar sobre com alguém.
Aqui, mais uma vez, lembrei como é importante a gente ter com quem dividir nossas aflições, medos e conquistas.
Exercícios físicos
Continuei me exercitando! Mesmo com menos energia e mais pesada, eu não queria parar porque sempre me sentia muito bem depois.

Diminui a intensidade de todos os exercícios e se estava muito cansada, não fazia nada.
Durante a viagem, caminhamos bastante! Foi uma delícia e fiquei muito feliz por estar me sentindo bem e sem dores, era um grande objetivo que tinha.
No retorno, demorei alguns dias para conseguir engatar o ritmo. Além do fuso (6h a menos), como eu disse, nós recebemos amigos e com isso a programação social ficou intensa (o que eu amo!).
Na semana 33 voltei a nadar e fazer Yoga e essas duas práticas me ajudavam muito com o peso na pelve, quadril e a relaxar.
Já os treinos de força que meu primo e personal passava, eu fazia com mais calma e fui diminuindo peso nos dias que sentia necessidade.
De qualquer forma, continuei ativa, mesmo com pequenos ajustes.
Outro preparos
Aproveitamos as últimas semanas para comprar o que faltava para ela, organizar o quartinho, as roupinhas, mala da maternidade.
Também comecei a sentir cada vez mais vontade de ficar mais quietinha e aproveitar bastante meus últimos dias grávida.
Curtir meu marido, tomar banhos longos, fazer caminhadas no parque, tirar sonecas sem culpa, comer bolo caseiro quando sentia vontade, assistir filmes no sofá, escrever.. enfim, tudo o que dava vontade e que eu imaginava que depois seria mais dificil conseguir um tempo de silencio para.
A partir da semana 36
Tivemos ótimas notícias na semana 36, a Nina estava crescendo super bem e o percentil dela tinha pulado para 18% – ainda considerada uma bebê pequena, mas já não tinha indicação de indução de parto.
Ficamos muito felizes e aliviados!
Mas, mais ou menos ao mesmo tempo, tive herpes na boca (aqui chamam de cold sore). Pesquisando depois, descobri que é super comum grávidas terem uma nova infecção (75% segundo dados) se já tiveram alguma vez na vida – e eu tive há muitos anos nas costas.
Não é nada grave, não passa para o neném, mas é super desconfortável. Como na gestação nossa imunidade fica mais baixa, acho que senti mais. Tive uma semana super difícil, não tinha energia para nada, dormi muito durante o dia e sentia muitas dores na boca, gengiva e língua, o que fazia comer ser bem desconfortável.
Além disso, passei a ter contrações todos os dias e isso foi me deixando mais cansada ainda.
Cheguei a pensar que seria assim até ela nascer, mas uma semana depois a energia foi voltando e consegui reagir! kkkkk
Hoje estou na semana 37 e voltei pro yoga, natação e exercícios com peso. As caminhadas são mais curtinhas e paro algumas vezes para sentar (porque começam contrações se caminho por tempo demais).
Estou tentando achar um equilíbrio entre me manter ativa e respeitar o descanso que meu corpo precisa.
Além disso, resolvi retomar um pouquinho das minhas atividades de trabalho, para me distrair nessa reta final, mas a verdade é que tem sido muito difícil me concentrar.
Sobre o corpo, metabolismo e paladar:
Apesar da barriga estar cada dia maior, o fato de eu ter liberdade para trabalhar de casa (o que pode ser deitada na cama, sentada no sofá, no chão com almofadas ou na poltrona) faz com que eu não sofra com o peso dela.
Meu preparo antes e durante a gestação também devem ter me ajudado a não sentir dores – sinto “só” as cólicas e contrações, o que é comum nessa fase.
Me vejo cada dia maior no espelho, mas por algum motivo isso não me incomoda. Achei que nessa época ia estar querendo me esconder e nem tirar fotos, por causa da cara inchada de fim de gestação e o barrigão. Mas não! Estou ok, provavelmente por saber que é só uma fase e que tenho o conhecimento, vontade e condições suficientes para ajudar meu corpo a se recuperar com saúde e leveza.
E também por ver que incrível meu corpo é.. tem uma pessoinha dentro dele que daqui a pouco vai sair para viver uma vida única e especial!
Acho que essa tranquilidade da fase final também me deu desejos de comer comidas que adorava quando criança – que no caso estão sendo bolos caseiros!
Eu tenho diversas receitas adaptadas com ingredientes mais saudáveis, mas eu quis fazer as versões originais – igual comia quando pequena.
E assim cada semana saiu um bolinho: fubá, cacau, chocolate, cenoura, formigueiro e de coco gelado.
Agora a vontade tem diminuído, e a fome vai e vem. Tenho respeitado isso também.
As azias que senti mais no início do terceiro trimestre também diminuíram.
A barriga já deu uma abaixada e a falta de ar melhorou também.

Minhas reflexões sobre
Eu diria que meu terceiro trimestre foi uma mistura de tudo o que passei na gestação até aqui, mas com uma leveza um pouco maior para absorver tudo.
Li e ouvi muitas histórias e relatos de gravidez e de parto e percebi que a cabeça é quem faz diferença nesse período tão intenso na vida de uma mulher. Desde o início tive para mim que seria uma fase em que eu estaria focada 100% em mim, e as vezes que tirei o foco de mim mesma já me preocupando mais com a Nina do que comigo, tive a sorte de ter uma midwife e uma obstetra que diziam que “se a mãe está bem, o bebê está bem. Faça o que te faz bem que não vai prejudicar a sua filha.”
O fato de ver que apesar de eu estar super bem e ativa a Nina não cresceu tanto, e depois quando dei uma piorada (cansada e com herpes) a Nina estava plena e crescendo também me deu uma perspectiva de “não sou eu quem estou comandando isso aqui.. realmente melhor eu focar no meu bem-estar”.
Foi muito bom ter profissionais por perto que me asseguravam a todo tempo isso. Foi me dando mais confiança e leveza para fluir com os altos e baixos da gestação.
Não é fácil a gente se separar desse processo, ter uma vida crescendo dentro de você quase que automaticamente faz você acreditar que tudo o que você faz e pensa determina e impacta muito ela.
E é claro que impacta, mas não tanto quanto achamos e nem de forma tão rápida.
Para saber como foi meu parto, clique aqui.
Confira aqui os demais posts sobre gestação.
Aqui você confere meu Instagram.

